Mesmo com o sucesso, intérprete do hit Fugidinha, mantém os pés no chão. Ele sabe que “ainda tem muita lenha para queimar”, mas procura fazer sempre o melhor para os fãs
Michel Teló começou a se apresentar profissionalmente ainda criança. Em 17 anos de carreira – dos quais em 12 ele esteve à frente do Grupo Tradição – esse paranaense, que foi criado em Campo Grande (MS), conquistou uma legião de fãs. O lançamento do CD “Balada Sertaneja”, em 2009, marca o início de sua trajetória como cantor solo, com destaque para “Ei, Psiu Beijo Me Liga”, que logo caiu no gosto popular.
Embora estivesse feliz com o reconhecimento alcançado, Michel sabia que este era apenas o começo de um sonho. Pouco tempo depois, no entanto, ele chegaria ao seu auge, com a música “Fugidinha” – que estourou nas rádios de todo o país, ficando entre as dez mais tocadas, antes mesmo de sua divulgação oficial. A canção faz parte do repertório do CD/DVD ao vivo, que leva seu nome, e foi gravado no ano passado, em Lages (SC), num show assistido por mais de 50 mil pessoas.
Desde então, o assédio em torno de Teló cresce de maneira frenética. Em meio aos seus vários compromissos profissionais, o cantor aceitou conversar com a equipe de ZZZ, por e-mail. Nessa entrevista, fica claro que, mesmo com o sucesso, ele mantém os pés no chão. “Ainda tenho muita lenha para queimar. Deus é maravilhoso comigo”, reconhece o artista, que faz questão de agradecer a sua família pelo incentivo.
A maturidade faz com que Teló reaja com tranquilidade às cobranças, que segundo ele, são várias. O objetivo não poderia ser outro: fazer o melhor para os fãs, de quem ele não esconde a satisfação em estar perto. Estas e outras revelações foram feitas neste bate-papo exclusivo, cuja íntegra foi reproduzida abaixo.
ZZZ – Sua carreira musical teve início quando você ainda era criança, aos 12 anos. Como você descobriu sua vocação artística? Recebeu apoio da família?
Michel Teló – A música está na minha alma, nasceu comigo! Desde moleque gostava de cantar, tocar instrumentos, fazer moage em casa e meus pais sempre me apoiaram. A família é fundamental para qualquer ser humano.
ZZZ – De que maneira esse início precoce contribuiu para a sua formação musical? Há alguma desvantagem em se começar tão cedo?
Não foi precoce, e sim na hora que Deus planejou. Nada acontece por acaso, e todo esse tempo foi um grande aprendizado para minha carreira.
ZZZ – Que balanço você faz de sua trajetória? Enfrentou muitas dificuldades até se tornar conhecido do grande público? Que aprendizado extraiu desse período?
Na trajetória de um artista, todos os momentos são importantes e positivos, até mesmo quando as coisas não dão certo. De tudo você tira uma lição. Ainda tenho muita lenha para queimar. Deus é maravilhoso comigo, pois me deu de presente o meu público, que é mais do que especial.
ZZZ – Depois de 12 anos no Grupo Tradição você decidiu seguir carreira solo, alegando que queria se aproximar do seu público e que a mudança também garantiria mais “liberdade musical”. Musicalmente falando, há uma “marca registrada” de Michel Teló?
Sim! Estamos trabalhando para cada vez mais massificar a nossa marca. Faço o sertanejo mais dançante, da balada, mas também o romântico. Música para todos os gostos.
ZZZ – Em seu trabalho de estreia nessa nova fase, diversas hits chegaram ao topo das paradas, como, por exemplo, “Fugidinha” e “Beijo, me liga”. Isso aumenta sua “responsabilidade” em manter o sucesso?
Nossa, sem dúvidas. A cada trabalho vem uma nova cobrança, mas o artista tem que estar preparado para isso e buscar sempre o melhor para o seu público. Saber escolher um bom repertório, saber montar um bom show, enfim…
ZZZ – No universo sertanejo, você foi um dos primeiros cantores a se apresentar em um trio elétrico. Como surgiu a ideia de usar um elemento tão típico do axé? Partindo dessa premissa, pressupõe-se que sua intenção é não delimitar sua música. É isso mesmo?
Já com o Grupo Tradição fizemos um trabalho no trio elétrico. Acredito que o maior legado dessa experiência é mostrar que a música sertaneja não tem fronteiras, e que ela agrada a todos os públicos. E pode ser tocada num trio, num bar, num palco, enfim, seja lá onde for!
ZZZ – Falando em inovação, como você analisa a renovação da música sertaneja, a partir do surgimento de nomes como Michel Teló, Paula Fernandes e Luan Santana (ambos já entrevistados pela ZZZ)? Acredita que o principal mérito dessa geração é o rejuvenescimento do público que aprecia este gênero?
Sim! A inovação dessa nova vertente do sertanejo universitário agregou a este estilo musical um público jovem. Hoje é muito bom saber que toda a família pode ir ao show e se divertir!
ZZZ – Hoje em dia, a internet transformou-se em uma importante ferramenta utilizada para divulgação. Acredita que a web mudou a maneira de artista e público se relacionarem? Com que frequência utiliza as redes sociais?
As redes sociais vieram para acrescentar e aproximar mais ainda o artista do fã. Eu uso todos os dias. É muito bom porque tenho a chance de estar mais perto e, com isso, reforçar o convite ao meu público, para que todos deem sempre uma “fugidinha” para meu Twitter [veja link do perfil logo abaixo] e participem de muitas promoções.
ZZZ – Deixe uma mensagem aos leitores da ZZZ.
Gostaria de agradecer a revista pela oportunidade. Mais uma vez, gostaria de expressar meu carinho a todo público, que me recebe todos os dias em suas casas – seja no rádio, televisão, ou internet – sempre de braços abertos. Que Deus abençoe a todos!
Fonte: Zunzunzum
Por: @nanynhaanne

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